"Fragments of the Human Soul it´s a symbolic manifestation of the inner treasures of the human being. Is dedicated to every authentic seeker of the total potential of humans. May this sharing be a portal to your own inner self".

From my soul to yours, Ricardo Amaral

"Here in this place leave all the masks of your personality behind...and with every breath you take what remains will surface as the One reality that unites us all".

Blessings to you, Silver Eyes

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Enigmas


Há algo de estranho no padrão de acontecimentos recentes, pois em parte se assemelham a uma espécie de déjà vu mas com personagens diferentes.
Não posso dizer nem saber se o desfecho será algo positivo ou não, mas estaria a mentir se dissesse que não estou preocupado...há uma sensação interior que de tempos em tempos emerge como se fosse um fantasma de algo longínquo e que persiste em aparecer, quando tudo aparentemente se encaminha para o desejado.

Num vaguear da mente me questiono se será algo de origem kármica, algum aspecto demasiado distante no tempo para o alcance da minha memória e daí a falta de compreensão dos porquês... mas que ainda assim acontecerá independentemente da minha vontade.
Tenho vindo a observar o desenrolar das histórias como alguém que possui, ao mesmo tempo, um pé no palco e outro na plateia. Alguém que assistiu demasiadas vezes o mesmo espetáculo e que deseja assistir a algo completamente novo.

Em inúmeras ocasiões me questionei se seria o criador das ondas da minha própria história, mas desta vez a corrente do rio é demasiado forte para se remar contra.
Desta vez vou-me deixar levar pelo ondular da corrente e quer o destino me leve a uma cascata de precipício fatal ou a uma margem de praia paradisíaca, desta vez a minha escolha será de fluir com a corrente.
É difícil de responder se realmente tenho alguma escolha, mas sinto-me melhor por pensar que sou eu que a faço...
Ao chegar a este ponto da escrita, me apercebo que este será provávelmente um daqueles textos que não fará sentido a ninguém, com a excepção para quem o está a escrever.
Porém a razão da existência destas palavras se deve a motivos pessoais, uma conversa comigo mesmo...com a ilusão de que a plateia se encontra vazia.


by: Ricardo Amaral