"Fragments of the Human Soul it´s a symbolic manifestation of the inner treasures of the human being. Is dedicated to every authentic seeker of the total potential of humans. May this sharing be a portal to your own inner self".

From my soul to yours, Ricardo Amaral

"Here in this place leave all the masks of your personality behind...and with every breath you take what remains will surface as the One reality that unites us all".

Blessings to you, Silver Eyes

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Changing The Past Being In The Now


As the light of my heart brightens, so does my capacity to forgive.
As forgiveness flows into my heart it moves upwards,
filling my entire head with the most delicate and refine light imaginable,
and from this light, a compassion for past settles in,
and all that has ocurred is rewritten in this light.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Filme Que Todos Queriam Ver


Naquela altura encontrava-me numa outra configuração "física", numa outra civilização e planeta, que em tudo era um distinto mundo de existência quando comparado com o de então...

Circulava pelo espaço e entre contactos civilizacionais o rumor de uma grandiosa experiência a ocorrer num quadrante da Via Láctea, mais concretamente num planeta a que os habitantes locais chamavam de Terra, e cujo resultado final modificaria a maneira como a vida se expressa no presente universo...era como um filme que ninguém queria perder.

Eu era conhecido como Silver Eyes o magnifico escultor de galáxias e arquitecto de Wormholes, o grande viajante entre mundos...e com tal natureza obviamente que os ventos cósmicos me transportariam para o mencionado planeta.
Porém o motivo da viagem não se prendia só com a experiência em primeira mão, mas também trazia comigo o propósito de modificar o próprio "filme" em que eu era apenas uma, entre muitas, contribuições que viriam... num plano que desafiava grandes mentes do cosmos e considerado por muitos de destino fracassado.

Enquanto esperava no corredor de luz pelo momento oportuno para entrar nesta realidade, algo em mim me dizia (talvez a voz interior da experiência e sabedoria) que este não seria o tipo de filme que se vê três, quatro vezes por ser mágico e agradável... ironicamente o plano passaria precisamente por um processo desta natureza, por motivos difíceis de explicar mas que se prendiam com o baixar de vibração molecular, o perder de memória da minha origem para possibilitar o genuíno compreender das dificuldades, perspectivas e modos de vida dos habitantes presentes.

Já na sala de cinema a ver o filme e tal como a minha intuição me indicava, muitos foram os que não suportaram a natureza do filme e saíram a meio da sessão... para quem não compreende a experiência do que chamam morte, este "abandonar de filme a meio" é visto como um luto pelos que ficam, mas na perspectiva dos que relembram é apenas um voltar à origem sem nada a temer.

Um longo mergulho num mar de loucura em que é necessário conter a respiração para não endoidecer é a imagem que me ocorre para descrever a jornada neste mundo... agora compreendo o porquê de alguns acreditarem que o plano orquestrado seria um fracasso.
Contudo, a legião de criadores de luz não conhece barreiras no que é capaz de criar e manifestar e esta acaba por ser uma jornada com lições para muitos, dentro e foram da sala de cinema.

O Filme Que Todos Queriam Ver é uma história que à primeira vista ronda os contornos de ficção científica e no entanto, é algo de comum e com pouco de ficção para quem navega conscientemente o mar de oportunidades e mundos que habitam o Cosmos.

Mas para cada alma há o momento oportuno para descobrir a sua origem ancestral, em que a diferença entre uns e outros está apenas na velocidade a que este relembrar é feito.

Ricardo Amaral



quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Primavera dos Místicos



Por muito que se goste de algo ou alguém,
não se pode esquecer que a vida é um constante flutuar de mudanças interiores
que chega sempre, nem cedo nem tarde, mas sim no momento mais oportuno
e que a dada altura acaba por se manifestar de forma perceptivel ao nosso olhar.

Como um virar de estação que carrega consigo
uma vasta gama de experiências e novas predisposições,
como a força gravitacional de um contrato místico
que com a mesma força que cria e une,
também separa e modifica quando o objectivo acordado foi cumprido.

Há quem reaja mal no reconhecer deste facto e crie auto-sofrimento
de uma situação que é neutra por essencia,
outros simplesmente aceitam aquilo que é e seguem em frente
da forma mais fluida e harmoniosa que lhes é possivel.

É a primavera dos místicos a marcar o fim de um ciclo
e simultâneamente a dar início ao novo.
O momento do continuo espaço-tempo
que se encontra recheado de fragrâncias etéreas e energias subtis
que acordam a memória celular
de tempos de prazer e beleza, de criação e aventura.
É sem dúvida a minha altura favorita do ano!

Não deixa de ser curioso e talvez também um pouco paradoxal
que esta estação seja o momento oportuno para muitos adeuses,
mesmo que na sua grande parte
a palavra ADEUS acabe por nunca ser pronunciada.

Há almas que passam por este mundo de uma forma quase tímida,
talvez por provirem de paragens muito diferentes da então encontrada
e tudo aquilo que deixam na sua passagem
é um simples perfume da sua natureza,
imperceptivel e incompreensivel para muitos
e agradavelmente provocatória e enigmática para outros.

São simbolicamente as sementes dos místicos que aguardam por um solo fértil
para poderem germinar e catapultar a alma para uma nova percepção
para um novo mundo.


Ricardo Amaral